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Sistema TFS

sistema de tratamento de esgoto composto por Tanque Séptico, Filtro Anaeróbio e Sumidouro conforme NBR 17076:2024

Explicação simplificada:

 

O Sistema TFS é a solução mais usada para tratar o esgoto de casas, sítios e pequenos comércios que não têm rede de esgoto na região — também chamado de fossa séptica.

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Como funciona, em resumo:

O esgoto passa por três etapas em sequência. Primeiro entra no Tanque Séptico (a "fossa"), onde os sólidos se decantam e começam a se decompor. Depois segue para o Filtro Anaeróbio, que remove a maior parte da "sujeira" que restou. Por último, a água já tratada é infiltrada no solo pelo Sumidouro.

 

Para quem é indicado:

Residências, sítios, chácaras, pequenos comércios, escolas e hotéis que precisam tratar o esgoto doméstico (banheiro, cozinha e área de serviço) de forma segura e dentro da norma.

 

Vantagens:

Atende à nova norma ABNT NBR 17076:2024.

Baixo custo de manutenção, com limpeza a cada 1 a 5 anos (a depender do uso e dimensionamento).

Não usa energia elétrica nem produtos químicos.

Projeto dimensionado para o número de pessoas.

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Quando não é indicado:

Para esgoto industrial ou terrenos com lençol freático raso — nesses casos, é necessário um projeto específico.

 

Quer saber se o Sistema TFS é a solução certa para o seu imóvel? Fale com a gente.

 

Explicação técnica:

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Composição:

Tanque Séptico* + Filtro Anaeróbio + Sumidouro

*Tanque Séptico também é conhecido por Fossa Séptica ou Bioreator.

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Conformidade:

NOVA ABNT NBR 17076:2024 (substitui as NBR 7229:1993 e 13969:1997).

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Funcionamento:

Tanque Séptico: promove o tratamento primário por sedimentação, flotação e digestão biológica anaeróbia da matéria orgânica, retendo sólidos e reduzindo a carga orgânica do efluente antes das etapas seguintes.

 

Filtro Anaeróbio: realiza o tratamento secundário através da digestão da matéria orgânica remanescente por microrganismos anaeróbios aderidos ao meio filtrante, complementando a redução de DBO e sólidos suspensos.

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Sumidouro: promove a disposição final do efluente já tratado por infiltração no solo, condicionada a parâmetros de qualidade do efluente (ausência de materiais flutuantes, óleos e graxas, pH e temperatura dentro de faixas específicas) e às características de percolação do solo local (importante realizar ensaio de solo de infiltração).

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Aplicação:

Esgoto sanitário de residências, empresas, escolas, hotéis, restaurantes, etc. O sistema é destinado exclusivamente ao tratamento de esgoto sanitário, não sendo indicado para receber nenhum tipo de esgoto ou efluente de processo industrial.

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Quando não usar:

Quando o nível do lençol freático for elevado, nesse caso optamos pela infiltração através de vala ou até mesmo sistema instalado sobre o solo.

Esgoto industrial: qualquer processo caracterizado como industrial não pode ser infiltrado no solo, devendo receber tratamento e destinação específicos conforme legislação aplicável.

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Periodicidade de limpeza:

Depende do dimensionamento adotado e do uso, podendo variar entre limpezas realizadas a cada 1 ano até uma vez a cada 5 anos, conforme a taxa de acumulação de lodo prevista em projeto.

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Componentes do sistema — atributos técnicos (NBR 17076:2024):

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Tanque Séptico — Função: tratamento primário por sedimentação, flotação e digestão biológica dos sólidos. Capacidade: dimensionado conforme número de usuários e contribuição de esgoto. Dimensionamento: volume calculado a partir do número de usuários, da vazão de contribuição e do tempo de detenção, somado ao volume de lodo acumulado conforme o intervalo de limpeza (1 a 5 anos) e a temperatura ambiente. Distâncias e localização: profundidades mínimas e máximas definidas em norma; dispositivos de entrada e saída com posicionamento específico. Manutenção: limpeza periódica (a cada 1 a 5 anos, conforme dimensionamento); requer sistema de acesso para inspeção e remoção de lodo.

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Filtro Anaeróbio — Função: tratamento secundário por digestão da matéria orgânica remanescente por microrganismos anaeróbios. Capacidade: volume mínimo de 1.000 litros. Dimensionamento: volume útil calculado a partir do número de usuários, da vazão de contribuição e do tempo de detenção, que varia conforme a temperatura; altura do leito filtrante definida em norma. Localização: instalado em sequência ao tanque séptico, antes do sumidouro. Manutenção: limpeza com procedimento específico, removendo o material colmatado do meio filtrante sem retirar todo o material de enchimento.

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Sumidouro — Função: disposição final por infiltração do efluente tratado no solo. Dimensionamento: área calculada a partir da vazão de projeto e da taxa de infiltração do solo, obtida por ensaio de percolação; profundidade máxima de 3,50 m. Distâncias e localização: distância mínima de 1,50 m do nível do aquífero; entre sumidouros, 3 vezes o diâmetro ou 3,00 m; 1,50 m de muros; 5,00 m de taludes com inclinação acima de 20°; 3,00 m de fundações; diâmetro mínimo de 1,00 m. Manutenção: alternância obrigatória entre no mínimo 2 unidades, trocando o uso a cada 6 meses, para permitir exposição ao ar e recuperação da capacidade de infiltração.

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Inter-relações entre os três componentes:

O efluente segue uma sequência obrigatória: primeiro passa pelo Tanque Séptico, onde ocorre a separação e digestão inicial dos sólidos; em seguida pelo Filtro Anaeróbio, que reduz a carga orgânica remanescente; e só então chega ao Sumidouro, para infiltração final no solo. Essa ordem existe porque o Sumidouro só pode receber efluente que atenda a parâmetros de qualidade específicos (ausência de materiais flutuantes, óleos e graxas abaixo de 20 mg/L, pH entre 6,5 e 8,5, temperatura entre 20°C e 40°C, sólidos sedimentáveis até 1 mL/L, DBO abaixo de 120 mg/L ou remoção mínima de 60%, e sólidos suspensos totais abaixo de 100 mg/L), que dependem diretamente do bom funcionamento das duas etapas anteriores.

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Além disso, o dimensionamento dos três componentes é interdependente: o volume do Tanque Séptico e do Filtro Anaeróbio são calculados a partir do mesmo número de usuários e vazão de contribuição, enquanto a área do Sumidouro depende da vazão de projeto resultante dessas etapas e da capacidade de infiltração do solo local. A manutenção também é encadeada: a limpeza inadequada do Tanque Séptico sobrecarrega o Filtro Anaeróbio, e a saturação do Filtro Anaeróbio compromete a qualidade do efluente que chega ao Sumidouro, reduzindo sua vida útil.

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Base operacional: Estrada Servidão
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